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Maus hábitos (interlúdio)

É, a gente conversou sobre os teus maus hábitos Eu avisei que pessoas com eles costumavam ficar sozinhas E que alguns deles até te causavam mau hálito Mas eu estava errada   Assim como quando disse que pessoas assim ficariam sozinhas E hoje você está com outra ao seu lado Não sei mais quais seus hábitos ou qual seu hálito E eu não estou mais apaixonada, te deixei de lado

Indiferença

A tua indiferença não me afeta mais Nem teu olhar ou teus sinais Eu já sabia quando me olhava E parecia não me amar mais   A falta de assunto e o fim de um verão A falta de amor no meu coração Me causou uma solidão tão agonizante Que me causou depressão   A tua indiferença não me afeta mais Nem teu olhar ou teus sinais Eu já sabia quando me olhava E parecia não me amar mais   Porque agora eu sei para onde eu vou Com certeza de que a beleza Não deve estar mais onde tu está Porque tudo aquilo que antes era amor voou

Bloqueio

 Queria conseguir te bloquear e esquecer Mas é difícil quando isso só depende do meu querer E eu não sei como te esquecer   Talvez o fato de eu te querer tanto Esteja atrelado a minha falta de bem-querer Mas eu te amo e foda-se tudo   Acabou que a gente ficou nisso de tudo ou nada E o nada tomou conta da situação Mas ainda acho que esse nada pode virar tudo   E saiba que eu te amo muito, seu tesudo

Agosto

    Meus sentimentos são escritos pra ti, não é brisa, não é em vão E eu sei que não manjo quando o assunto é tentar escrever refrão   A gente nunca se beijou, mas imagino sempre tua boca na minha Eu dizendo que sou tua, tu perdendo a linha   Nem disfarça quando tenta Os olhares que revelam ódio e amor desse drama Drama esse que poderia ser resolvido tomando uma brahma
 "A todos os que consagraram sua vida a tratar de doentes de amor e a amar,  A todos que caminham ao encontro de si mesmos. A todos os que sabem que a doença nada mais é do qu e a expressão do mal-estar da Alma. Meus mais calorosos agradecimentos" Anne Meurois-Givaudan

protagonista

falo demais de mim mesma não ouço os outros falarem sobre os problemas deles ou aconselho às vezes, mas imagina eu me sentir culpada por falar de mim mesma sendo que eu sou a pessoa mais importante do meu universo? na minha opinião a gente é protagonista do nosso próprio universo. quando alguém me fala alguma coisa eu tento responder falando coisas similares pelas quais eu já passei e acho isso normal, todo mundo faz isso. é assim que se estabelece relações, né? eu falo das minhas experiências pra me aproximar do outro e ouço as do outro também pra isso.  a não ser que eu seja uma psicóloga treinada pra não me comunicar com as pessoas assim. 

Palavras de Pórtico, por Fernando Pessoa

   Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa: Navegar é preciso, viver não é preciso.    Quero para mim o espírito desta frase, transformada a forma para a casar com o que sou: Viver não é necessário; o que é necessário é criar.    Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso. Só quero torná-la grande ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo.    Só quero torná-la de toda a humanidade: ainda que para isso tenha de a perder como minha.    Cada vez mais assim penso. Cada vez mais ponho na essência anímica do meu sangue o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir para a evolução da humanidade.    É a forma que em mim tornou o misticismo da nossa Raça

amor pra quê? se a gente é mais feliz sozinha

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Você chega em casa, não tem ninguém para te receber, isso é normal. Mas também não há ninguém puto no whatspp tirando seu sossego. Não há ninguém cobrando a hora que você vai chegar. Você abre um vinho, e não há ninguém na outra cadeira, e isso é normal. Mas também não há ninguém que saiu escondido, que mentiu pra você, e que faria você beber outras duas taças. Esse vinho não é um remédio, é uma contemplação. Eu super apoio quem quer viver um grande amor, de cinema ou comum, que tenha filhos, adote um dog, ou topem relações abertas. Dá certo sim. Mas não vamos mentir, nos desgasta demais! E chega uma hora que a gente já amou o que tinha de amar, já sofreu por quem tinha que sofrer, e agora temos tempo de sobra para viver os nosso sonhos, os nossos prazeres. Amor, pra quê? Se a gente é mais feliz sozinha. Acordar ao lado do amor da sua vida é lindo, mas acordar sozinha, numa cama grande, abrir os olhos e se sentir livre? Isso é divino. E a liberdade custa um preço, solidão. Mas chega um...

A legalização é uma ação de paz

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   Os mais de sessenta anos de proibição não conseguiram em nenhum momento eliminar o mercado ilegal de venda de maconha ou de outras drogas ilícitas. Pelo contrário: os dados desse período indicam uma expansão do consumo entre diferentes classes sociais, regiões e o surgimento de novas drogas. A legalização da maconha no Uruguai pode ser um marco na política sobre drogas na América Latina e no mundo. Mas antes de analisar os benefícios dessa mudança é necessário explicar como a maconha e outras drogas foram colocadas na ilegalidade no início do século XX. Com uma história milenar, a Cannabis só se tornou a “erva do diabo” depois de uma poderosa campanha de estigmatização recheada de preconceitos e interesses econômicos.    No âmbito global, o debate sobre a proibição das drogas começou em 1912, a partir da Convenção de Haia, com o foco na morfina, na heroína e na cocaína. Essa data é marcante para o início de uma política que trata as drogas como algo no...

Experiência pessoal: 2 anos e 5 meses sem fumar maconha

   “Hello, I’m an addict”, risos. Brincadeira, galera. Mas se vocês vieram aqui foi porque de alguma maneira se interessaram em saber como foi para mim que fumei maconha durante 2017 e durante 2019 inteiro ficando sem durante 1 ano pela primeira vez e 1 ano e alguns meses pela segunda, para parar com o hábito.   Nesse texto eu vou contar como eu decidi parar, o porque os efeitos que ter o hábito de fumar quase que diariamente tinham em mim emocionalmente e fisicamente. Confesso que embora eu tenha tido o hábito de fumar durante um tempo considerável da minha vida vai ser um esforço para mim lembrar como eram as sensações que eu sentia, visto que minha memória não é lá essas coisas.    Vamos começar do começo, a primeira vez que eu fumei um baseado embora naquele ano não tenha dado continuidade a tal ato foi em 2012, eu tinha uns 13 anos de idade (bem nova, eu sei). Acabei fumando porque saí com uma galera mais velha que tinha o hábito e para não ficar feio, ...